Flá @ 19:38

Dom, 21/06/09

 

               Hoje, acordo-te com cócegas. Na covinha do braço. Gosto do teu sorriso de menino pequenino. Deixa-me feliz acordar-te assim. Na cama. Na sala de leitura (onde dormes grandes sestas enquanto, a teu lado, eu, estudo). Até no sofá, onde não fico estremunhada. Mas com dores no pescoço e nas costas. Abres sorrateiramente, os olhinhos. Sorris.
 
                Sabes, desconfio, que nos arreliamos pela primeira vez. Não foi grave. Não cheguei a falar-te mal. Ou a levantar a voz. Admitiste o erro. Pediste desculpa. Ficou tudo bem. Consentes que te encha de beijinhos e abracinhos? Não foi mais que uma pequena falta de entendimento. E…uma mania minha. Tenho muitas. Sempre te alertei sobre elas. Desculpa-me, não consigo manda-las fora. Acho que podes ralhar comigo.
 
                Esta é a ressaca do que foi uma zanga? A nossa primeira zanga? É assim? Não há olheiras? Nem olhos vermelhos? O que é feito dos pratos partidos? E das palavras que ainda deviam andar a remoer e a magoar-nos? A queimar-nos as entranhas! Não há nada? Vais continuar a olhar-me assim? Com todo esse encantamento?
                                                                                                                   
                Que devo fazer?
 
                Meto a quarta música do disco? Choro de felicidade e encho-te de beijinhos na boca ou achas que devo começar pelo fim, pelos beijinhos na boca?
 
Diz-me, meu Amor, que raio acontece quando a realidade ultrapassa o sonho? É isto? Somos imensamente felizes? Perfeitos, assim? Para sempre? Intocáveis?



Flá @ 20:36

Sex, 26/06/09

 

Tento aproximar, ao máximo as palavras do coração, admito. =)

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